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Depois de ler, veja o
filme "Jesus" (Link ao lado) e descubra "Porque Deus amou o mundo de
tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo
aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
João 3:16". |
A CRIAÇÃO
Gn 1.1 “No
princípio, criou Deus os céus e a terra."
O
DEUS DA CRIAÇÃO.
(1) Deus se revela na Bíblia como um
ser infinito, eterno, auto-existente e como a Causa Primária de tudo
o que existe. Nunca houve um momento em que Deus não existisse.
Conforme afirma Moisés: “Antes que os montes nascessem, ou que tu
formasses a terra e o mundo, sim, de eternidade a eternidade, tu és
Deus” (Sl 90.2). Noutras palavras, Deus existiu eterna e
infinitamente antes de criar o universo finito. Ele é anterior a
toda criação, no céu e na terra, está acima e independe dela (ver
1Tm 6.16 nota; Cl 1.16).
(2) Deus se revela como um ser pessoal
que criou Adão e Eva “à sua imagem” (1.27; ver 1.26 nota). Porque
Adão e Eva foram criados à imagem de Deus, podiam comunicar-se com
Ele, e também com Ele ter comunhão de modo amoroso e pessoal.
(3) Deus também se revela como um ser
moral que criou tudo bom e, portanto, sem pecado. Ao terminar Deus a
obra da criação, contemplou tudo o que fizera e observou que era
“muito bom” (1.31). Posto que Adão e Eva foram criados à imagem e
semelhança de Deus, eles também não tinham pecado (ver 1.26 nota). O
pecado entrou na existência humana quando Eva foi tentada pela
serpente, ou Satanás (Gn 3; Rm 5.12; Ap 12.9).
A ATIVIDADE DA CRIAÇÃO.
(1) Deus criou todas as coisas em “os
céus e a terra” (1.1; Is 40.28; 42.5; 45.18; Mc 13.19; Ef 3.9; Cl
1.16; Hb 1.2; Ap 10.6). O verbo “criar” (hb.“bara”) é usado
exclusivamente em referência a uma atividade que somente Deus pode
realizar. Significa que, num momento específico, Deus criou a
matéria e a substância, que antes nunca existiram (ver 1.3 nota).
(2) A Bíblia diz que no princípio da
criação a terra estava informe, vazia e coberta de trevas (1.2).
Naquele tempo o universo não tinha a forma ordenada que tem agora. O
mundo estava vazio, sem nenhum ser vivente e destituído do mínimo
vestígio de luz. Passada essa etapa inicial, Deus criou a luz para
dissipar as trevas (1.3-5), deu forma ao universo (1.6-13) e encheu
a terra de seres viventes (1.20-28).
(3) O método que Deus usou na criação
foi o poder da sua palavra. Repetidas vezes está declarado: “E disse
Deus...” (1.3, 6, 9, 11, 14, 20, 24, 26). Noutras palavras, Deus
falou e os céus e a terra passaram a existir. Antes da palavra
criadora de Deus, eles não existiam (Sl 33.6,9; 148.5; Is 48.13; Rm
4.17; Hb 11.3).
(4) Toda a Trindade, e não apenas o
Pai, desempenhou sua parte na criação.
(a) O próprio Filho é a Palavra
(“Verbo”) poderosa, através de quem Deus criou todas as coisas. No
prólogo do Evangelho segundo João, Cristo é revelado como a eterna
Palavra de Deus (Jo 1.1). “Todas as coisas foram feitas por Ele, e
sem Ele nada do que foi feito se fez” (Jo 1.3). Semelhantemente, o
apóstolo Paulo afirma que por Cristo “foram criadas todas as coisas
que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis... tudo foi criado
por Ele e para Ele” (Cl 1.16). Finalmente, o autor do Livro de
Hebreus afirma enfaticamente que Deus fez o universo por meio do seu
Filho (Hb 1.2).
(b) Semelhantemente, o Espírito Santo
desempenhou um papel ativo na obra da criação. Ele é descrito como
“pairando” (“se movia”) sobre a criação, preservando-a e
preparando-a para as atividades criadoras adicionais de Deus. A
palavra hebraica traduzida por “Espírito” (ruah) também pode ser
traduzida por “vento” e “fôlego”. Por isso, o salmista testifica do
papel do Espírito, ao declarar: “Pela palavra do Senhor foram feitos
os céus; e todo o exército deles, pelo espírito (ruah) da sua boca”
(Sl 33.6). Além disso, o Espírito Santo continua a manter e
sustentar a criação (Jó 33.4; Sl 104.30).
O PROPÓSITO E O ALVO DA CRIAÇÃO.
Deus tinha razões específicas para criar o mundo.
(1) Deus criou os céus e a terra como
manifestação da sua glória, majestade e
poder. Davi diz: “Os céus
manifestam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas
mãos” (Sl 19.1; cf. 8.1). Ao olharmos a totalidade do cosmos criado
— desde a imensa expansão do universo, à beleza e à ordem da
natureza — ficamos tomados de temor reverente ante a majestade do
Senhor Deus, nosso Criador.
(2) Deus criou os céus e a terra para
receber a glória e a honra que lhe são devidas. Todos os elementos
da natureza — e.g., o sol e a lua, as árvores da floresta, a chuva e
a neve, os rios e os córregos, as colinas e as montanhas, os animais
e as aves — rendem louvores ao Deus que os criou (Sl 98.7,8;
148.1-10; Is 55.12). Quanto mais Deus deseja e espera receber glória
e louvor dos seres humanos! (3) Deus criou a terra para prover um
lugar onde o seu propósito e alvos para a humanidade fossem
cumpridos.
(a) Deus criou Adão e Eva à sua
própria imagem, para comunhão amorável e pessoal
com o ser humano por toda a eternidade. Deus projetou o ser humano
como um ser trino e uno (corpo, alma e espírito), que possui mente,
emoção e vontade, para que possa comunicar-se espontaneamente com
Ele como Senhor, adorá-lo e servi-lo com fé, lealdade e gratidão.
(b) Deus desejou de tal maneira esse
relacionamento com a raça humana que, quando Satanás conseguiu
tentar Adão e Eva a ponto de se rebelarem contra Deus e desobedecer
ao seu mandamento, Ele prometeu enviar um Salvador para redimir a
humanidade das conseqüências do pecado (ver 3.15 nota). Daí Deus
teria um povo para sua própria possessão, cujo prazer estaria nEle,
que o glorificaria, e que viveria em retidão e santidade diante dEle
(Is 60.21; 61.1-3; Ef 1.11,12; 1Pe 2.9).
(c) A culminação do propósito de Deus
na criação está no livro do Apocalipse, onde João descreve o fim da
história com estas palavras: “...com eles habitará, e eles serão o
seu povo, e o mesmo Deus estará com eles e será o seu Deus” (Ap
21.3).
CRIAÇÃO E EVOLUÇÃO.
A evolução é
o ponto de vista predominante, proposto pela comunidade científica e
educacional do mundo atual, em se tratando da origem da vida e do
universo. Quem crê, de fato, na Bíblia deve atentar para estas
quatro observações a respeito da evolução.
(1) A evolução é uma tentativa
naturalista para explicar a origem e o desenvolvimento do universo.
Tal intento começa com a pressuposição de que não existe nenhum
Criador pessoal e divino que criou e formou o mundo; pelo contrário,
tudo veio a existir mediante uma série de acontecimentos que
decorreram por acaso, ao longo de bilhões de anos. Os postulantes da
evolução alegam possuir dados científicos que apóiam a sua hipótese.
(2) O ensino evolucionista não é realmente científico. Segundo o
método científico, toda conclusão deve basear-se em evidências
incontestáveis, oriundas de experiências que podem ser reproduzidas
em qualquer laboratório. No entanto, nenhuma experiência foi
idealizada, nem poderá sê-lo, para testar e comprovar teorias em
torno da origem da matéria a
partir de um hipotético “grande estrondo”, ou do desenvolvimento
gradual dos seres vivos, a partir das formas mais simples às mais
complexas. Por conseguinte, a evolução é uma hipótese sem
“evidência” científica, e somente quem crê em teorias humanas é que
pode aceitá-la. A fé do povo de Deus, pelo contrário, firma-se no
Senhor e na sua revelação inspirada, a qual declara que Ele é quem
criou do nada todas as coisas (Hb 11.3).
(3) É inegável que alterações e
melhoramentos ocorrem em várias espécies de seres viventes. Por
exemplo: algumas variedades dentro de várias espécies estão se
extinguindo; por outro lado, ocasionalmente vemos novas raças
surgindo dentre algumas das espécies. Não há, porém, nenhuma
evidência, nem sequer no registro geológico, a apoiar a teoria de
que um tipo de ser vivente já evoluiu doutro tipo. Pelo contrário,
as evidências existentes apóiam a declaração da Bíblia, que Deus
criou cada criatura vivente “conforme a sua espécie”(1.21,24,25).
(4) Os crentes na Bíblia devem,
também, rejeitar a teoria da chamada evolução teísta. Essa teoria
aceita a maioria das conclusões da evolução naturalista; apenas
acrescenta que Deus deu início ao processo evolutivo. Essa teoria
nega a revelação bíblica que atribui a Deus um papel ativo em todos
os aspectos da criação. Por exemplo, todos os verbos principais em
Genesis 1 têm Deus como seu sujeito, a não ser em 1.12 (que cumpre o
mandamento de Deus no v. 11) e a frase repetida “E foi a tarde e a
manhã”. Deus não é um supervisor indiferente, de um processo
evolutivo; pelo contrário, é o Criador ativo de todas as coisas (Cl
1.16).
A PROVIDÊNCIA
DIVINA Gn 45.5 “...não vos entristeçais, nem vos
pese aos vossos olhos por me haverdes
vendido para cá; porque, para conservação da vida, Deus me enviou
diante da
vossa face.”
Depois de o Senhor Deus criar os céus e a terra (1.1), Ele não
deixou o mundo à sua própria sorte. Pelo contrário, Ele continua
interessado na vida dos seus, cuidando da sua criação. Deus não é
como um hábil relojoeiro que formou o mundo, deu-lhe corda e deixa
acabar essa corda lentamente até o fim; pelo contrário, Ele é o Pai
amoroso que cuida daquilo que criou. O constante cuidado de Deus por
sua criação e por seu povo é chamado, na linguagem doutrinal, a
providência divina.
ASPECTOS DA PROVIDÊNCIA DIVINA.
Há, pelo menos, três aspectos da providência divina.
(1) Preservação. Deus, pelo seu poder,
preserva o mundo que Ele criou. A confissão de Davi fica clara: “A
tua justiça é como as grandes montanhas; os teus juízos são um
grande abismo; SENHOR, tu conservas os homens e os animais” (Sl
36.6). O poder preservador de Deus manifesta-se através do seu filho
Jesus Cristo, conforme Paulo declara em Cl 1.17: Cristo “é antes de
todas as coisas, e todas as coisas subsistem por Ele”. Pelo poder de
Cristo, até mesmo as minúsculas partículas de vida mantêm-se coesas.
(2) Provisão. Deus não somente
preserva o mundo que Ele criou, como também provê as necessidades
das suas criaturas. Quando Deus criou o mundo, criou também as
estações (1.14) e proveu alimento aos seres humanos e aos animais
(1.29,30). Depois de o Dilúvio destruir a terra, Deus renovou a
promessa da provisão, com estas palavras: “Enquanto a terra durar,
sementeira e sega, e frio e calor, e verão e inverno, e dia e noite
não cessarão” (8.22). Vários dos salmos dão testemunho da bondade de
Deus em suprir do necessário a todas as suas criaturas (e.g., Sl
104; 145). O mesmo Deus revelou a Jó seu poder de criar e de
sustentar (Jó 38—41), e Jesus asseverou em termos bem claros que
Deus cuida das aves do céu e dos lírios do campo (Mt 6.26-30;
10.29). Seu cuidado abrange, não somente as necessidades físicas da
humanidade, como também as espirituais (Jo 3.16,17). A Bíblia revela
que Deus manifesta um amor e cuidado especiais pelo seu próprio
povo, tendo cada um dos seus em alta estima (e.g., Sl 91; ver Mt
10.31 nota). Paulo escreve de modo inequívoco aos crentes de Filipos:
“O meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas
necessidades em glória, por Cristo Jesus” (ver Fp 4.19 nota). De
conformidade com o apóstolo João, Deus quer que seu povo tenha
saúde, e que tudo lhe vá bem (ver 3Jo 2 nota).
(3) Governo. Deus, além de preservar
sua criação e prover-lhe o necessário, também governa o mundo. Deus,
como Soberano que é, dirige, os eventos da história, que acontecem
segundo sua vontade permissiva e seu cuidado. Em certas ocasiões,
Ele intervém diretamente segundo o seu propósito redentor (ver o
estudo A VONTADE DE DEUS). Mesmo assim, até Deus consumar a
história, Ele tem limitado seu poder e governo supremo neste mundo.
As Escrituras declaram que Satanás é “o deus deste século” [mundo]
(2Co 4.4) e exerce acentuado controle sobre a presente era maligna
(ver 1Jo 5.19 nota; Lc 13.16; Gl 1.4; Ef 6.12; Hb 2.14). Noutras
palavras, o mundo, hoje, não está submisso ao poder regente de Deus,
mas, em rebelião contra Ele e escravizado por Satanás. Note, porém,
que essa autolimitação da parte de Deus é apenas temporária; na
ocasião que Ele já determinou na sua sabedoria, Ele aniquilará
Satanás e todas as hostes do mal (Ap 19—20).
A PROVIDÊNCIA DIVINA E O SOFRIMENTO HUMANO.
A revelação bíblica demonstra que a providência de Deus não é uma
doutrina abstrata, mas que diz respeito à vida diária num mundo mau
e decaído.
(1) Toda pessoa experimenta o
sofrimento em certas ocasiões da vida e daí surge a inevitável
pergunta “Por quê?” (cf. Jó 7.17-21; Sl 10.1; 22.1; 74.11,12; Jr
14.8,9,19). Essas experiências alvitram o problema do mal e do seu
lugar nos assuntos de Deus.
(2) Deus permite que os seres humanos
experimentem as conseqüências do pecado que penetrou no mundo
através da queda de Adão e Eva. José, por exemplo, sofreu muito por
causa
da inveja e da crueldade dos seus irmãos. Foi vendido como
escravo pelos seus irmãos e continuou como escravo de Potifar, no
Egito (37; 39). Vivia no Egito uma vida temente a Deus, quando foi injustamente acusado de imoralidade, lançado no cárcere
(39) e mantido ali por mais de dois anos (40.1—41.14). Deus pode
permitir o sofrimento em decorrência das más ações do próximo,
embora Ele possa soberanamente controlar tais ações, de tal maneira
que seja cumprida a sua vontade. Segundo o testemunho de José, Deus
estava agindo através dos delitos dos seus irmãos, para a
preservação da vida (45.5; 50.20).
(3) Não somente sofremos as
conseqüências dos pecados dos outros, como também sofremos as
conseqüências dos nossos próprios atos pecaminosos. Por exemplo: o
pecado da imoralidade e do adultério, freqüentemente resulta no
fracasso do casamento e da família do culpado. O pecado da ira desenfreada contra outra pessoa pode levar
à agressão física, com ferimentos graves ou até mesmo o homicídio de
uma das partes envolvidas, ou de ambas. O pecado da cobiça pode
levar ao furto ou desfalque e daí à prisão e cumprimento de pena.
(4) O sofrimento também ocorre no
mundo porque Satanás, o deus deste mundo, tem permissão para
executar a sua obra de cegar as mentes dos incrédulos e de controlar
as suas vidas (2Co 4.4; Ef 2.1-3). O NT está repleto de exemplos de
pessoas que passaram por sofrimento por causa dos demônios que as
atormentavam com aflição mental (e.g., Mc 5.1-14) ou com
enfermidades físicas (Mt 9.32,33; 12.22; Mc 9.14-22; Lc 13.11,16);
ver o estudo PODER SOBRE SATANÁS E OS DEMÔNIOS.. Dizer que Deus
permite o sofrimento não significa que Deus origina o mal que ocorre
neste mundo, nem que Ele pessoalmente determina todos os infortúnios
da vida. Deus nunca é o instigador do mal ou da impiedade (Tg 1.13).
Todavia,
Ele, às vezes, o permite, o dirige e impera soberanamente sobre o
mal a fim de cumprir a sua vontade, levar a efeito seu propósito
redentor e fazer com que todas as coisas contribuam para o bem
daqueles que lhe são fiéis (ver Mt 2.13 nota; Rm 8.28 nota; ver
estudo O SOFRIMENTO DOS JUSTOS.
O RELACIONAMENTO DO CRENTE COM A
PROVIDÊNCIA DIVINA.
O crente para usufruir os cuidados
providenciais de Deus em sua vida, tem responsabilidades a cumprir,
conforme a Bíblia revela.
(1) Ele deve obedecer a Deus e à sua
vontade revelada. No caso de José, por exemplo, fica claro que por
ele honrar a Deus, mediante sua vida de obediência, Deus o honrou ao
estar com ele (39.2, 3, 21, 23). Semelhantemente, para o próprio
Jesus desfrutar do cuidado divino protetor ante as intenções
assassinas do rei Herodes, seus pais terrenos tiveram de obedecer a
Deus e fugir para o Egito (ver Mt 2.13 nota). Aqueles que temem a
Deus e o reconhecem em todos os seus caminhos têm a promessa de que
Deus endireitará as suas veredas (Pv 3.5-7). (2) Na sua providência,
Deus dirige os assuntos da igreja e de cada um de nós como seus servos. O crente deve estar em constante harmonia com a
vontade de Deus para a sua vida, servindo-o e ajudando outras
pessoas em nome dEle (At 18.9,10; 23.11; 26.15-18; 27.22-24).
(3)
Devemos amar a Deus e submeter-nos a Ele pela fé em Cristo, se
quisermos que Ele opere para o nosso bem em todas as coisas (ver Rm
8.28 nota). Para termos sobre nós o cuidado de Deus quando em
aflição, devemos clamar a Ele em oração e fé perseverante. Pela
oração e confiança em Deus, experimentamos a sua paz (Fp 4.6,7),
recebemos a sua força (Ef 3.16; Fp 4.13), a misericórdia, a graça e
ajuda em tempos de necessidade (Hb 4.16; ver Fp 4.6 nota). Tal
oração de fé, pode ser em nosso próprio favor ou em favor do próximo
O CONCERTO DE
DEUS COM OS ISRAELITAS Dt 29.1 “Estas são as palavras do concerto
que o SENHOR ordenou a Moisés, na
terra de Moabe, que fizesse com os filhos de Israel, além do
concerto que fizera com
eles em Horebe.”
O
CONCERTO NO MONTE SINAI (HOREBE).
Deus fez um concerto com Abraão e
o renovou com Isaque e Jacó (ver o estudo O CONCERTO DE DEUS COM
ABRAÃO, ISAQUE E JACÓ). O concerto de Deus com os israelitas, feito
ao sopé do monte Sinai (ver Êx 19.1 nota), abrange os dois
princípios básicos tratados no estudo supra citado.
(1) Unicamente Deus estabelece as
promessas e compromissos do seu concerto, e (2) aos seres humanos
cabe aceitá-los com fé obediente. A diferença principal entre este
concerto e o anterior é que Deus fez um sumário das respectivas
promessas e responsabilidades do concerto antes da sua ratificação (Êx
24.1-8).
(1) As promessas de Deus, neste concerto, eram basicamente as mesmas
que foram feitas a Abraão (ver Êx 19.1 nota). Deus prometeu (a) que
daria aos israelitas a terra de Canaã depois de libertá-los da
escravidão no Egito (Êx 6.3-6; 19.4; 23.20, 23), e (b) que Ele seria
o seu Deus e que os adotaria como o seu povo (Êx 6.7; 19.6; ver Dt
5.2 nota). O alvo supremo de Deus era trazer ao mundo o Salvador
através do povo do concerto.
(2) Antes de Deus cumprir todas essas
promessas, Ele requereu que os israelitas se comprometessem a
observar as suas leis declaradas quando eles estavam acampados no
monte Sinai. Depois de Deus revelar os dez mandamentos e muitas
outras leis do concerto (ver o estudo A LEI DO ANTIGO TESTAMENTO),
os israelitas juraram a uma só voz: “Todas as palavras que o SENHOR
tem falado faremos” (Êx 24.3). Sem essa promessa solene de aceitarem
as normas da lei de Deus, o concerto entre eles e o Senhor não teria
sido confirmado (ver Êx 24.8 nota).
(3) Essa resolução de cumprir a lei de Deus, continuou como uma
condição prévia do concerto. Somente pela perseverança na obediência
aos mandamentos do Senhor e no oferecimento dos sacrifícios
determinados por Deus no concerto é que Israel continuaria como a
possessão preciosa de Deus e igualmente continuaria a receber as
suas bênçãos. Noutras palavras, a continuação da eleição de Israel como o povo de Deus dependia da
sua obediência ao seu Senhor (ver Êx 19.5, nota).
(4) Deus também estipulou claramente o que aconteceria se o seu povo
deixasse de cumprir as obrigações do concerto. O castigo pela
desobediência era a destruição daquele povo, quer por banimento,
quer por morte (ver Êx 31.14,15). Trata-se de uma repetição da
advertência de Deus, dada por ocasião do êxodo, i.e., aqueles que
não cumprissem as suas instruções para a Páscoa seriam excluídos do povo (Êx 12.15, 19; 12.15 nota).
Essas advertências não eram fictícias. Em Cades, por exemplo, quando
os israelitas se rebelaram, incrédulos, contra o Senhor e se
recusaram a entrar em Canaã, por medo dos seus habitantes, Deus se
irou com eles e, como castigo, fê-los peregrinar no deserto durante
trinta e nove anos; ali, morreram todos os israelitas com mais de vinte anos de idade (exceto Calebe e
Josué, ver Nm 13.26—14.39; 14.29 nota). O castigo pela desobediência
e incredulidades deles foi a perda do privilégio de habitar na terra
do repouso, por Deus prometido (cf Sl 95.7-11; Hb 3.9-11,18).
(5) Deus não esperava de seu povo uma obediência perfeita, e sim uma
obediência sincera e firme. O concerto já reconhecia que, às vezes,
devido às fraquezas da natureza humana, eles fracassariam (ver 30.20
nota). Para remi-los da culpa do pecado e reconciliá-los consigo
mesmo, Deus proveu o sistema geral de sacrifícios e, em especial, o
Dia Anual da Expiação (ver o estudo O DIA DA EXPIAÇÃO). O povo podia, assim, confessar seus
pecados, oferecer os diversos sacrifícios, e deste modo
reconciliar-se com o seu Senhor. Todavia, Deus julgaria severamente
os desobedientes, a rebeldia e a apostasia deliberada.
(6) No seu concerto com os israelitas, Deus tencionava que os povos
doutras nações, ao observarem a fidelidade de Israel a Deus, e as
bênçãos que recebiam, buscassem o Senhor e integrassem a comunhão da
fé (ver 4.6 nota). Um dia, através do Redentor prometido, um convite
seria feito às nações da terra para participarem dessas promessas.
Assim, o concerto tinha um relevante aspecto missionário.
O CONCERTO RENOVADO NAS PLANÍCIES DE MOABE.
Depois que a geração rebelde e infiel dos israelitas pereceu durante
seus trinta e nove anos de peregrinação no deserto, Deus chamou uma
nova geração de israelitas e preparou-os para entrarem na terra
prometida, mediante a renovação do concerto com Ele. Para uma
conquista bem-sucedida da terra de Canaã, necessário era que eles se
comprometessem com esse concerto e que tivessem a garantia que o Senhor Deus estaria com eles.
(1) Essa renovação do concerto é o
enfoque principal do livro de Deuteronômio (ver introdução). Depois
de uma introdução (1.1-5), Deuteronômio faz um resumo histórico de
como Deus lidou com seu povo desde a partida do Sinai (1.6—4.43).
Repete as principais condições do concerto (4.44—26.19), relembra
aos israelitas as maldições e as bênçãos do concerto
(27.1—30.20) e termina com as providências para a continuação do
concerto (31.1—33.29). Embora o fato não seja mencionado
especificamente no livro, podemos ter como certo que a nação de
Israel, à uma só voz, deu um caloroso “Amém” às condições do
concerto, assim como a geração anterior fizera no monte Sinai (cf.
Êx 24.1-8; Dt 27; 29.10-14).
(2) O conteúdo básico desse concerto continuou como o do monte
Sinai. Um assunto reiterado no livro inteiro de Deuteronômio é que,
se o povo de Deus obedecesse a todas as palavras do concerto, teria
a bênção divina; em caso contrário, teria a maldição divina (ver
especialmente 27—30). A única maneira deles e seus descendentes
permanecerem para sempre na terra de Canaã era guardarem o concerto,
amando ao Senhor (ver 6.5 nota) e obedecendo à sua lei (30.15-20).
(3) Moisés ordenou ao povo que periodicamente relembrasse o concerto
feito. Cada sétimo ano, na Festa dos Tabernáculos, todos os
israelitas deviam comparecer ao lugar que Deus escolhesse. Ali,
mediante a leitura da lei de Moisés, eles relembrariam do concerto
de Deus com eles, e também, mediante a renovação da promessa, de
cumprir o que ouviam (31.9-13).
(4) O AT registra vários exemplos notáveis dessa lembrança e
renovação do concerto. Após a conquista da terra, e pouco antes da
morte de Josué, este conclamou todo o povo com esse propósito (Js
24). A resposta do povo foi clara e inequívoca: “Serviremos ao
SENHOR, nosso Deus, e obedeceremos à sua voz” (Js 24.24). Diante
disso: “Assim, fez Josué concerto, naquele dia, com o povo” (Js
24.25). Semelhantemente, Joiada dirigiu uma cerimônia de renovação
do concerto, quando Joás foi coroado (2Rs 11.17), e assim fizeram
também Josias (2Rs 23.1-3), Ezequias (cf. 2Cr 29.10) e Esdras (Ne
8.1—10.39).
(5) A chamada para relembrar e renovar o concerto é oportuna hoje. O
NT é o concerto que Deus fez conosco em Jesus Cristo. Lembramos do
seu concerto conosco quando lemos e estudamos a sua revelação
contendo suas promessas e preceitos, quando ouvimos a exposição da
Palavra de Deus e, mais especificamente, quando participamos da Ceia
do
Senhor (ver 1Co 11.17-34). Na Ceia do Senhor, também renovamos nosso
compromisso de amar ao Senhor e de servi-lo de todo o nosso coração
(ver 1Co 11.20 nota).
A VONTADE DE
DEUS Is 53.10 “Todavia, ao SENHOR agradou
moê-lo, fazendo-o enfermar; quando a
sua alma se puser por expiação do pecado, verá a sua posteridade,
prolongará os
dias; e o bom prazer do SENHOR prosperará na sua mão”.
DEFINIÇÃO DA VONTADE DE DEUS.
De modo geral, a Bíblia refere-se à
vontade de Deus em três sentidos diferentes.
(1) A vontade de Deus é outra maneira de se identificar a Lei de
Deus. Davi, por exemplo, forma um paralelo entre a frase “tua lei” e
“tua vontade” no Sl 40.8. Semelhantemente, o apóstolo Paulo
considera que, conhecer a Deus é sinônimo de conhecer a sua vontade
(Rm 2.17,18). Noutras palavras: como em sua Lei o Senhor nos instrui
no caminho que Ele traçou, ela pode ser apropriadamente chamada “a vontade de Deus”. “Lei”
significa essencialmente “instrução”, e inclui a totalidade da
Palavra de Deus.
(2) Também se emprega a expressão “a vontade de Deus” para designar
qualquer coisa que Ele explicitamente quer. Pode ser corretamente
designada de “a perfeita vontade” de Deus. E a vontade revelada de
Deus é que todos sejam salvos (1Tm 2.4; 2Pe 3.9) e que nenhum crente
caia da graça (ver Jo 6.39 nota). Isso não quer dizer que todos
serão salvos, mas apenas
que Deus deseja a salvação de todos.
(3) Finalmente, a “vontade de Deus” pode referir-se àquilo que Deus
permite, ou deixa acontecer, embora Ele não deseje especificamente
que ocorra. Tal coisa pode ser corretamente chamada “a vontade
permissiva de Deus”. De fato, muita coisa que acontece no mundo é
contrária à perfeita vontade de Deus (e.g., o pecado, a
concupiscência, a violência, o ódio, e a dureza de coração), mas Ele permite que o mal continue por enquanto.
A chamada de Jonas para ir a Nínive fazia parte da perfeita vontade
de Deus, mas sua viagem na direção oposta estava dentro de sua
vontade permissiva (ver Jn 1). Além disso, a decisão de muitas
pessoas permanecerem sem salvação é permitida por Deus. Ele não
impõe a fé aos que recusam a salvação mediante o seu Filho. Semelhantemente, muitas aflições e
males que nos acometem são permitidos por Deus (1Pe 3.17; 4.19), mas
não é desejo seu que soframos (ver 1Jo 5.19 nota; ver os estudos A
PROVIDÊNCIA DIVINA e O SOFRIMENTO DOS JUSTOS).
FAZENDO A VONTADE DE DEUS.
O
ensino bíblico a respeito da vontade de Deus não expressa apenas uma
doutrina. Afeta a nossa vida diária como crentes.
(1) Primeiro, devemos descobrir qual é a vontade de Deus, conforme
revelada nas Escrituras. Como os dias em que vivemos são maus, temos
de entender qual a perfeita e agradável vontade de Deus (Ef 5.17).
(2) Uma vez que já sabemos como Ele deseja que vivamos como crentes,
precisamos dedicar-nos ao cumprimento da sua vontade. O salmista,
por exemplo, pede a Deus que lhe ensine a “fazer a tua vontade” (Sl
143.10). Ao pedir, igualmente, que o Espírito o guie “por terra
plana”, indica que, em essência, está rogando a Deus a capacidade de
viver uma vida de retidão. Semelhantemente, Paulo espera que os
cristãos tessalonicenses sigam a vontade divina, evitando a
imoralidade sexual, e vivendo de maneira santa e honrosa (1Ts
4.3,4). Noutro lugar, Paulo ora para que os cristãos recebam a
plenitude do conhecimento da vontade divina, a fim de viverem
“dignamente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo” (Cl 1.9,10).
(3) Os crentes são exortados a orarem para que a vontade de Deus
seja feita (cf. Mt 6.10; 26.42; Lc 11.2; Rm 15.30-32; Tg 4.13-15).
Devemos desejar, com sinceridade, a perfeita vontade de Deus, e ter
o propósito de cumprí-la em nossa vida e na vida de nossa família
(ver Mt 6.10 nota). Se essa for a nossa oração e compromisso,
teremos total confiança de que o nosso presente e futuro estarão sob os cuidados do Pai (cf. At
18.21; 1Co 4.19; 16.7). Se, porém, há pecado deliberado em nossa
vida, e rebelião contra a sua Palavra, Deus não atenderá as nossas
orações (ver o estudo A ORAÇÃO EFICAZ). Não poderemos esperar que a
vontade divina seja feita na terra como no céu, a não ser que nós
mesmos procuremos cumprir a sua vontade em nossa própria vida.
(4) Finalmente, não podemos usar a vontade de Deus como desculpa
pela passividade, ou irresponsabilidade, no tocante à sua chamada
para lutarmos contra o pecado e a mornidão espiritual. É Satanás, e
não Deus, o culpado por essa era maligna, com a sua crueldade,
maldade e injustiça (ver 1Jo 5.19 nota). É também Satanás quem causa
grande parte da dor e sofrimento no mundo (cf. Jó 1.6-12; 2.1-6; Lc 13.16; 2Co 12.7).
Assim como Jesus veio para destruir as obras do diabo (1Jo 3.8),
assim também é da vontade explícita de Deus que batalhemos contra as
hostes espirituais da maldade por meio do Espírito Santo (Ef
6.10-20; 1Ts 5.8
JESUS E O
ESPÍRITO SANTO Lc 11.13: “Pois, se vós, sendo maus, sabeis
dar boas dádivas aos vossos filhos,
quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho
pedirem?”
Jesus sempre tem um relacionamento especial com o Espírito Santo,
relacionamento este importante para nossa vida pessoal. Vejamos as lições práticas desse relacionamento.
AS PROFECIAS DO ANTIGO TESTAMENTO.
Várias das profecias do AT sobre o futuro Messias afirmam claramente
que Ele seria cheio do poder do Espírito Santo (ver Is 11.2 nota;
61.1-3 nota). Quando Jesus leu Is 61.1,2 na sinagoga de Nazaré,
acrescentou: “Hoje, se cumpriu esta Escritura em vossos ouvidos”
(4.18-21; ver Jo 3.34b).
O NASCIMENTO DE JESUS.
Tanto
Mateus quanto Lucas declaram de modo específico e inequívoco que
Jesus veio a este mundo como resultado de um ato milagroso de Deus.
Foi concebido mediante o Espírito Santo e nasceu de uma virgem,
Maria (Mt 1.18,23; Lc 1.27). Devido à sua concepção milagrosa, Jesus
era um “santo” (1.35), i.e., livre de toda mácula do pecado. Por
isto, Ele era digno de carregar sobre si a culpa dos nossos pecados
e expiá-los (ver Mt 1.23 nota). Sem um Salvador perfeito e sem
pecado, não poderíamos jamais obter a redenção.
O BATISMO DE JESUS.
Quando Jesus
foi batizado por João Batista, Ele, que posteriormente batizaria
seus discípulos no Espírito, no Pentecoste e durante toda a era da
igreja (ver Lc 3.16; At 1.4,5; 2.33,38,39), Ele mesmo pessoalmente
foi ungido pelo Espírito (Mt 3.16,17; Lc 3.21,22). O Espírito veio
sobre Ele em forma de uma pomba, dotando-o de grande poder para
levar a efeito o seu ministério, inclusive a obra da redenção.
Quando nosso Senhor foi para o deserto depois do seu batismo, estava
“cheio do Espírito Santo” (4.1). Todos os que experimentarem o
sobrenatural renascimento espiritual pelo Espírito Santo, devem,
como Jesus, experimentar o batismo no Espírito Santo, para lhes dar
poder na sua vida e no seu trabalho (ver At 1.8 notas).
A TENTAÇÃO DE JESUS POR SATANÁS.
Imediatamente após o batismo, Jesus foi levado pelo Espírito ao
deserto, onde foi tentado pelo diabo durante quarenta dias (4.1,2).
Foi pelo fato de estar cheio do Espírito Santo (4.1) que Jesus
conseguiu resistir firmemente a Satanás e vencer as tentações que
lhe foram apresentadas. Da mesma maneira, a intenção de Deus é que
nunca enfrentemos as forças espirituais do mal e do pecado sem o
poder do Espírito. Precisamos estar equipados com a sua plenitude e
obedecer-lhe a fim de sermos vitoriosos contra Satanás. Um filho de
Deus propriamente dito deve estar cheio do Espírito e viver pelo seu
poder.
O MINISTÉRIO DE JESUS.
Quando
Jesus fez referência ao cumprimento da profecia de Isaías acerca do
poder do Espírito Santo sobre Ele, usou também a mesma passagem para
sintetizar o conteúdo do seu ministério, a saber: pregação, cura e
libertação (Is 61.1,2; Lc 4.16-19).
(1) O Espírito Santo ungiu Jesus e o
capacitou para a sua missão. Jesus era Deus (Jo 1.1), mas Ele também
era homem (1Tm 2.5). Como ser humano, Ele dependia da ajuda e do
poder do Espírito Santo para cumprir as suas responsabilidades
diante de Deus (cf. Mt 12.28; LC 4.1,14; Rm 8.11; Hb 9.14).
(2) Somente como homem ungido pelo
Espírito, Jesus podia viver, servir e proclamar o evangelho (At
10.38). Nisto, Ele é um exemplo perfeito para o cristão; cada crente
deve receber a plenitude do Espírito Santo (ver At 1.8 notas; 2.4
notas).
A PROMESSA DE JESUS QUANTO AO ESPÍRITO
SANTO.
João Batista profetizara que Jesus batizaria seus
seguidores no Espírito Santo (Mt 3.11; Mc 1.8; Lc 3.16, ver nota; Jo
1.33), profecia esta que o próprio Jesus reiterou (At 1.5; 11.16).
Em 11.13, Jesus prometeu que daria o Espírito Santo a todos quantos
lhe pedissem (ver nota sobre aquele versículo). Todos estes
versículos acima referem-se à plenitude do Espírito, que Cristo
promete conceder àqueles que já são filhos do Pai celestial —
promessa esta que foi inicialmente cumprida no Pentecoste (ver At
2.4 nota) e permanece para todos que são seus discípulos e que pedem
o batismo no Espírito Santo (ver At 1.5; 2.39 nota).
A RESSURREIÇÃO DE JESUS.
Mediante o poder do Espírito Santo, Jesus ressuscitou dentre os
mortos e, assim, foi vindicado como o verdadeiro Messias e Filho de
Deus. Em Rm 1.3,4 lemos que, segundo o Espírito de santificação
(i.e., o Espírito Santo), Cristo Jesus foi declarado Filho de Deus,
com poder, e em Rm 8.11 que “o Espírito... ressuscitou dos mortos a
Jesus”. Assim como Jesus dependia do Espírito Santo para sua
ressurreição dentre os mortos, assim também os crentes dependem do
Espírito para a vida espiritual agora, e para a ressurreição
corporal no porvir (Rm 8.10,11).
A ASCENSÃO DE JESUS AO CÉU.
Depois da sua ressurreição, Jesus subiu ao céu e assentou-se à
destra do Pai como seu co-regente (24.51; Mc 16.19; Ef 1.20-22;
4.8-10; 1Pe 3.21,22). Nessa posição exaltada, Ele, da parte do Pai,
derramou o Espírito Santo sobre o seu povo no Pentecoste (At 2.33;
cf. Jo 16.7-14), proclamando, assim, o seu senhorio
como rei, sacerdote e profeta. Esse derramamento do Espírito Santo
no Pentecoste e no decurso desta era presente dá testemunho da
contínua presença e autoridade do Salvador exaltado.
A COMUNHÃO ÍNTIMA ENTRE JESUS E SEU POVO.
Como uma das suas missões atuais, o Espírito Santo toma aquilo que é
de Cristo e o revela aos crentes (Jo 16.14,15). Isto quer dizer que
os benefícios redentores da salvação em Cristo nos são mediados pelo
Espírito Santo (cf. Rm 8.14-16; Gl 4.6). O mais importante é que
Jesus está bem perto de nós (Jo 14.18). O Espírito nos torna
conscientes da presença pessoal de Jesus, do seu amor, da sua
bênção, ajuda, perdão, cura e tudo quanto é nosso mediante a fé.
Semelhantemente, o Espírito atrai nosso coração para buscar ao
Senhor com amor, oração, devoção e adoração (ver Jo 4.23,24; 16.14
nota). |