|

Reino
de Israel:
Antigo reino hebreu que, no momento de sua maior extensão
territorial, incluía o atual estado de Israel, parte da Jordânia
e o sul da Síria. Começou sua existência com o Rei Saul,
durante o século XI a.C., e alcançou o apogeu com seus
sucessores, Davi e Salomão. Em 922 a.C., o país foi
dividido em dois. O reino do norte, Israel, foi destruído pelos
assírios em 722 a.C. O reino do sul, Judá, continuou a
existir até o século VI a.C., quando foi conquistado pela Babilônia.
Ver
Genealogia Bíblica
No
III milênio a.C., os cananeus estabeleceram-se em diversas
cidades-estados, uma das quais foi Jericó. Sua localização
transformou a Palestina em ponto de encontro de influências
religiosas e culturais procedentes do Egito, da Síria, da
Mesopotâmia e da Ásia Menor. Foi também o campo de
batalha natural das grandes potências da região e esteve
sob o domínio dos impérios vizinhos, como o Egito.
A
partir do século XIV a.C., quando o poder egípcio
começou a declinar, apareceram os hebreus e os filisteus.
Os israelitas, uma confederação de tribos hebréias,
derrotaram os cananeus por volta do ano 1125 a.C. O
Estado estabelecido pelos filisteus na costa meridional da
Palestina foi derrotado por Davi, que estabeleceu um grande
reino independente, que tinha Jerusalém como capital. Em
922 a.C., o reino foi dividido em dois: Israel, ao
norte, e Judá, ao sul. Israel caiu diante a Assíria nos
anos 722 e 721 a.C., e Judá foi conquistada pela Babilônia
em 586 a.C. Exilados, os judeus puderam manter a sua
identidade nacional e religiosa. Ciro o Grande, da Pérsia,
que conquistou a Babilônia em 539 a.C., permitiu que
eles regressassem para a sua terra. Sob o domínio persa,
desfrutaram de considerável autonomia. Reconstruíram as
muralhas de Jerusalém e codificaram a lei mosaica, a Torá.
Alexandre o Grande, conquistou a região em 333 a.C.
Tentou impor a cultura e religião helenísticas à população,
mas os judeus rebelaram-se e organizaram um estado
independente (141-63 a.C.), que perdurou até Pompeu
conquistar a Palestina para Roma e transformá-la em uma
província governada por judeus. Durante o reinado de
Herodes o Grande (37-4 a.C.), nasceu Jesus Cristo.
Explodiram duas revoltas judias contra o domínio romano. Após
a segunda, a dura repressão romana provocou a dispersão
dos judeus. A Judéia passou a chamar-se Palestina, que começou
a receber uma atenção especial quando Constantino I
legalizou o cristianismo em 313 d.C. Desde então, a
Palestina, na qualidade de Terra Santa, transformou-se no
centro das peregrinações cristãs. A maioria da população
helenizou-se e cristianizou-se.
Em
638 d.C., os muçulmanos conquistaram Jerusalém. A
maior parte dos palestinos adotaram a cultura árabe e islâmica.
A Palestina sofreu desordens e a dominação sucessiva dos selêucidas, dos fatímidas, dos cruzados europeus e dos mamelucos. Os turcos otomanos
governaram de 1517 a 1917. No século XIX, as potências
européias, em busca de matérias-primas e mercados, e
movidas também por interesses estratégicos, voltaram-se
para o Oriente Próximo. A intensificação do
anti-semitismo estimulou os judeus europeus a buscar refúgio
em sua terra prometida, a Palestina. Alguns dirigentes
palestinos reagiram alarmados à imigração e tornaram-se
opositores ferrenhos do sionismo. Os britânicos expulsaram
os turcos da Palestina. As organizações sionistas começaram
a considerar a formação de um Estado judeu em toda a
Palestina. Essa atitude provocou o repúdio dos palestinos,
temerosos de ser expropriados de seus territórios. A emigração
aumentou bruscamente com a chegada do regime nazista à
Alemanha.
A
luta pela Palestina foi retomada em 1945. Em 1947,
finalmente os britânicos transferiram o problema para as Nações
Unidas. Os palestinos superavam os judeus em número, mas
esses estavam melhor preparados. Os palestinos recusaram-se
a aceitar o plano da ONU que estabelecia a divisão da zona
em dois Estados, um árabe e outro judeu.
O
Estado de Israel foi formado em 1948. Cinco exércitos árabes
atacaram imediatamente, mas foram derrotados pelas forças
israelenses, e o novo Estado aumentou o seu território. A
Jordânia tomou a margem oeste do rio Jordão e o Egito
ocupou a faixa de Gaza. A guerra provocou o exílio de
780.000 palestinos, que se espalharam pelos países
vizinhos. Em 1967, durante a Guerra dos Seis Dias, Israel
conquistou a Cisjordânia e a faixa de Gaza.
Em
1993, após décadas de conflitos violentos entre palestinos
e israelenses, os seus dirigentes Yasser Arafat e Yitzhak
Rabin firmaram o acordo de pacificação da região. O plano
contemplava a autonomia da faixa de Gaza e Jericó. A
administração palestina dessas áreas começou em maio de
1994. As atitudes intransigentes de extremistas judeus (por
exemplo, assassinato de Yitzhak Rabin em 1995) e do grupo
palestino Hamas põem em perigo os acordos do tratado de
paz.
Israel:
República do Oriente, fundada em 1948, situada na costa oriental
do mar Mediterrâneo. Limita-se ao norte com o Líbano, a nordeste
com a Síria, a leste com a Jordânia e a sudoeste com o Egito.
Seu extremo mais meridional se estende até o golfo de Ácaba, uma
extensão do mar Vermelho. Possui 21.946 km2, englobando a
parte oriental da cidade de Jerusalém, a capital, anexada por
Israel em 1967, após a Guerra dos Seis Dias, embora a maior parte
da comunidade internacional não reconheça esta anexação.
    Israel
pode ser dividida em cinco grandes áreas: as montanhas da Galiléia, as planícies de Esdrelom, as colinas da Judéia e
Samaria, as planícies costeiras e a região do Neguev. O
rio mais importante é o Jordão, junto com o lago Tiberíades,
também conhecido como o mar da Galiléia, o principal lago de
água doce. O clima é subtropical, com chuvas que se concentram nos meses
de inverno.Apesar de 83% dos habitantes ser de judeus, em
Israel existe grande diversidade racial, étnica e cultural.
Mais da metade dos judeus nasceram no país (chamados de
sabras) entretanto seus antepassados imediatos provinham de
mais de 100 países diferentes, falando cerca de 85 línguas
ou dialetos. Os grupos mais importantes são os asquenazitas e
os sefarditas. Em 1994, a população era de 5.460.900 habitantes, com uma
densidade de 248 hab/ km2. Os não-judeus compunham 17%
da população total, os muçulmanos são maioria, seguidos
pelos cristãos e pelos Drusos. As cidades mais importantes tinham em 1992 a seguinte população:
Jerusalém com 556.500 habitantes, compreendendo a cidade
antiga, Tel Aviv com 356.900 habitantes e Haifa com 251.000
habitantes. O hebraico e o árabe são as línguas oficiais. Muitos falam
inglês, ídiche, russo ou diversas línguas européias.
Israel
é uma república composta por um parlamento. O estado não
tem uma constituição escrita, mas um número de leis
aprovadas pelo Parlamento (Knesset). O chefe de Estado é o
presidente e seus poderes são extremamente limitados. O
principal corpo executivo é um gabinete liderado pelo
Primeiro-Ministro. O órgão legislativo é um sistema
unicameral.
O
déficit do Estado se deve aos investimentos na área bélica
e à absorção de um elevado número de imigrantes. A moeda
nacional é o novo shekel. A agricultura cobre,
aproximadamente, três quartos das necessidades alimentícias
da população, explora-se produtos para a exportação,
sobretudo cítricos e ovos. As comunidades agrícolas se
dividem segundo sua organização em três tipos: as
comunidades coletivas (kibutz), os povos cooperativos (moshav)
e as comunidades de pequenos proprietários (moshava). Os
principais minerais são o potássio, bromo, magnésio e
outros que extraídos dos depósitos de sal do mar Morto. Os
principais produtos industriais são: alimentos, azeite de
oliva, bebidas, tabaco, produtos químicos, derivados do petróleo
e carvão, metalúrgicos e têxteis.
A
história moderna de Israel começou quando Theodor Herzl
iniciou o movimento sionista na Basiléia (Suíça) em 1897. O
fundamento ideológico do Estado, da maior parte de seus
partidos e instituições políticas e dos indivíduos que as
estabeleceram, provém do movimento sionista, que adotou como
objetivo principal criar "para o povo judeu uma pátria na
Palestina, reforçada pelo direito público".
O
apoio ao movimento sionista era dado sobretudo pelos judeus
da Europa e dos Estados Unidos. Durante a I Guerra Mundial,
(1914-1918), o movimento sionista conseguiu o apoio da Grã
Bretanha, que por sua vez procurava o apoio do povo judeu na
sua luta contra a Alemanha. O governo britânico manifestou
suas intenções na Declaração de Balfour em 1917. Segundo
esse documento, o governo britânico aprovaria o
estabelecimento de uma pátria para o povo judeu na
Palestina.
Após
a I Guerra Mundial, as cláusulas da Declaração
Balfour, foram incluídas no Mandato da Palestina que tinha
sido apoiado pela Sociedade das Nações em 1922. Durante o
período do mandato britânico, grandes assentamentos de
judeus foram registrados. A comunidade judaica, o Ishuv,
multiplicou-se muito nesse período, principalmente na década
de 1930, onde grande número de judeus fugiram das perseguições
nazistas na Europa.
Após
o Holocausto, os líderes sionistas intensificaram suas
reivindicações para conseguir um regime de autogoverno e
facilitar a imigração para a Palestina. Na Palestina, o
Ishuv aderiu a essa postura tentando favorecer os imigrantes
refugiados que vinham de uma Europa esfacelada pela guerra.
Em
1947, a Grã Bretanha decidiu abandonar a Palestina e
recorreu à Organização das Nações Unidas (ONU). Como
resposta, a ONU adotou um plano de Partição que previa a
divisão da Palestina em dois estados, um árabe e um outro
judeu, com Jerusalém como zona internacional sob sua
jurisdição.
Na
Palestina, os protestos árabes contra a partição
explodiram com muita violência. No entanto, em 14 de maio
de 1948, o Congresso Provisório do Estado proclamou o
estabelecimento do Estado judeu na Palestina, que se
chamaria Medinat Israel (Estado de Israel) e que estaria
aberto para receber todos os judeus dispersos pelo mundo.
Os
exércitos do Egito, Transjordânia (Jordânia desde janeiro
de 1949), Síria, Líbano e Iraque uniram-se aos palestinos.
O enfrentamento atingiu conotações internacionais. Durante
a primeira guerra árabe-israelita, os árabes não puderam
evitar a criação do Estado judeu e o conflito acabou com o
armistício que a ONU orientou.
Os
acordos previam uma extensão do território sob o controle
de Israel, mais além dos limites estabelecidos pela divisão
da ONU. Na faixa de Gaza, fronteira entre Egito e Israel, a
ocupação egípcia foi mantida e a Jordânia se anexou à
Cisjordânia.
Em
1949, o Conselho Provisório de Estado de Israel, convocou
as eleições para eleger a primeira Knesset. Chaim Weizmann
foi o primeiro presidente do país. O primeiro chefe de
governo foi David Ben-Gurion.
Todas
as tentativas para conseguir um tratado de paz permanente
entre árabes e israelitas fracassaram. O Egito negou a
permissão para que os barcos israelenses usassem o canal de Suez e bloqueou o estreito de Tiran (o acesso de Israel ao
mar Vermelho), fato que Israel considerou como uma agressão.
Os enfrentamentos fronteiriços com o Egito geraram a II
Guerra Árabe-israelense.
A
Grã Bretanha e a França aderiram ao ataque, por causa do
atrito com o presidente do Egito, Gamal Abdel Nasser, que
tinha acabado de nacionalizar o canal de Suez. Israel obteve
uma rápida vitória e conquistou a faixa de Gaza e a península
do Sinai. Em fins desse mesmo ano, as tropas israelenses se
retiraram do Egito, mas Israel se negou a abandonar Gaza até
o início de 1957.
Após
a Segunda Guerra Árabe-Israelense, a imagem do presidente
egípcio Nasser fortaleceu-se em todo o mundo árabe, que
testemunhou o crescimento de um ambiente nacionalista
desejando a retaliação contra Israel. A formação de um
comando militar unificado, que concentrou suas tropas nas
fronteiras, fez com que Israel atacasse o Egito, a Jordânia
e a Síria simultaneamente.
A
Guerra dos Seis Dias acabou com a vitória de Israel. Após
a Guerra, Israel se apossou da faixa de Gaza, da península
do Sinai, a parte árabe de Jerusalém oriental, a Cisjordânia
e as colinas de Golã. O governo uniu formalmente Jerusalém
oriental e o setor judeu da cidade, poucos dias depois que a
guerra acabou.
Após
a guerra, houve um aumento no sentimento nacionalista
palestino. Várias organizações guerrilheiras da Organização
para a Libertação da Palestina (OLP) cometeram atos
terroristas com o objetivo de "libertar a
Palestina". O grupo conseguiu o reconhecimento da ONU
"único representante legítimo dos palestinos".
Em
1973, o Egito e a Síria se uniram durante a Guerra do Yom
Kippur contra Israel para recuperar os territórios que
tinham perdido em 1967. O exército de Israel venceu seus
inimigos mas em troca as forças árabes obtiveram o apoio
da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) e
da maior parte dos países em vias de desenvolvimento. Os
estados árabes produtores de petróleo iniciaram o embargo
das suas exportações de petróleo para os Estados Unidos e
para outros estados ocidentais, como represália pela sua
ajuda a Israel.
Henry
Alfred Kissinger, negociou os acordos de paz. Em 1974,
conseguiu a retirada militar de Israel e do Egito (península
do Sinai), de Israel e da Síria (colinas de Golã).
À
guerra do Yom Kippur, seguiram-se muitos distúrbios em
Israel e constantes críticas aos seus dirigentes políticos.
O descontentamento geral levou à demissão da
primeira-ministra, Golda Meir, e de seu gabinete, em 1974.
Ela foi substituída por Yitzhak Rabin, que foi incapaz de
deter a inflação e a deterioração da economia. Nas eleições
de 1977, Menahem Begin, o novo primeiro-ministro, liderou o
movimento Likud, que era uma facção formada por grupos
nacionalistas que se opunham a qualquer concessão
territorial aos árabes.
Begin
foi o primeiro dirigente de Israel que assinou um acordo de
paz com um estado árabe. Isso foi o resultado de uma
iniciativa surpresa do presidente do Egito, Anwar al-Sadat,
que em 1977 dirigiu-se a Knesset e solicitou a Begin que se
iniciassem as conversações de paz.
A
anexação das colinas de Golã, ocorrida em 1981, dificultou as
relações de Israel com os países que anteriormente o
apoiavam. Apesar desses acontecimentos e das complicações
acarretadas pelo assassinato de Anwar al-Sadat, Israel se
retirou definitivamente da península do Sinai em abril de 1982.
Dois meses mais tarde, Israel invadiu o Líbano com o objetivo
de acabar com a OLP, que tinha ali muitas bases militares de
onde realizava inúmeros ataques contra Israel. Em meados de
agosto a OLP abandonou o Líbano. Em fins da década de 1980, o
aparecimento da intifada e do governo de Israel, gerou críticas
por parte dos Estados Unidos e da ONU.
Begin
anunciou sua demissão como primeiro-ministro e chefe do Likud
em 1983, sendo sucedido por Yitzhak Shamir. Nas eleições de
1984, os trabalhistas e o Likud formaram um governo de unidade
nacional. Shimon Peres, líder do Partido Trabalhista, foi
primeiro-ministro até 1986, ano em que Shamir assumiu novamente
o cargo.
Os
acontecimentos tomaram caminhos inesperados em 1993. O
primeiro-ministro israelense, Rabin, e o presidente da OLP, Yasser Arafat, se reuniram na cidade de Washington e selaram um
histórico tratado de paz. Israel permitiu a criação de um
governo autônomo na faixa de Gaza e nas zonas da Cisjordânia,
onde não existissem judeus. A faixa de Gaza ficou sob a
autonomia das autoridades palestinas. Em julho de 1994, o
primeiro-ministro Rabin e o rei Husayn da Jordânia assinaram um
tratado de paz pondo fim a 46 anos de enfrentamentos entre ambos
os estados.
O
primeiro-ministro israelense, Yitzhak Rabin, foi assassinado em
1995 por um judeu pertencente a um grupo de extrema direita. Nas
eleições celebradas em 1996 venceu o candidato direitista
Benjamin Netanyahu.
Arafat
e Yitzhak Rabin, primeiro-ministro israelense, firmaram um
acordo de paz em 13 de setembro de 1993, que exigia de Israel e
da OLP o reconhecimento mútuo e o início de um autogoverno
palestino, na faixa de Gaza e na cidade cisjordana de Jericó.
Em 1994, obteve junto com Shimon Peres e Yitzhak Rabin o Prêmio
Nobel da Paz.
Desde
1968, a OLP é dirigida por Yasser Arafat, líder do Al
Fatah. Durante uma reunião de cúpula árabe celebrada em
Rabat (Marrocos), em 1974, a organização foi reconhecida
como "a única representação legítima do povo
palestino". Em 1988, proclamou na
Argélia o Estado Independente da Palestina e reconheceu o
Estado de Israel. Um ano depois, foi nomeado presidente, no exílio,
do Estado da Palestina. Em setembro de 1993, Arafat e o
primeiro-ministro israelense Isaac Rabin assinaram um histórico
tratado de paz que abriu o caminho para a autonomia
palestina dentro dos territórios ocupados por Israel.
Em
maio de 1994, foi formado o governo autônomo, a Autoridade
Nacional Palestina, presidido também por Yasser Arafat.
Palestina:
Região histórica
cuja extensão passou por grandes variações desde a
antiguidade, situa-se na costa oriental do mar Mediterrâneo, a
sudoeste da Ásia. Atualmente, é dividida em grande parte entre
Israel, os territórios independentes palestinos da Cisjordânia
e da faixa de Gaza e a Jordânia.
Em
geral, a região divide-se em quatro zonas paralelas. São elas,
de oeste para leste: a planície costeira; as colinas e
montanhas da Galiléia, Samaria e Judéia; o vale do Jordão,
que separa a Cisjordânia da Transjordânia; e o planalto
oriental. No extremo sul, encontra-se o deserto acidentado Negev.
 Cisjordânia:
Território do Oriente, situado a oeste do rio Jordão e ocupado
por Israel desde 1967. Quase toda sua população é de origem
árabe-palestina. A Cisjordânia fez parte do mandato sobre a
Palestina que a Sociedade das Nações outorgou à Grã Bretanha
quando a Palestina foi dividida. A Jordânia ocupou a região em
1949 e, em 1967, foi conquistada por Israel durante a guerra dos
Seis Dias. Em 1974, a Jordânia cedeu os direitos de negociação
sobre o futuro dos territórios à Organização para a Libertação
da Palestina (OLP).
Após
várias décadas de violência entre árabes e israelenses, Yasser Arafat e Yitzhak Rabin assinaram, em 1993, um acordo que
estabelecia uma autonomia palestina, limitada em princípio à
faixa de Gaza e à cidade cisjordâniana de Jericó. Sua
superfície é de 5.879 km2 e sua população é de 973.500 habitantes.
Oriente:
Região situada no sudoeste da Ásia e no nordeste da África,
engloba coletivamente Chipre,
Egito, Irã, Iraque,
Israel, Jordânia, Kuait, Líbano, Arábia
Saudita, Síria, Turquia, Iêmen, Bahrein, Omã, Qatar e
Emirados Árabes Unidos.
Quando utilizado para designar uma suposta área cultural, cuja
unidade baseia-se nas leis e nos costumes islâmicos, o termo
Oriente abrange uma região bastante mais ampla, que se estende
desde o Afeganistão e o Paquistão no leste até o Sudão e a Líbia.
Essa
área divulgou idéias, invenções e instituições que
afetaram os povos de todo o mundo. Por isso, é dita o berço
da civilização. Os primeiros assentamentos humanos,
cidades, governos, códigos de leis e alfabetos procedem do
Oriente Próximo. Quatro das principais religiões do mundo
— judaísmo, zoroastrismo, cristianismo e islamismo —
surgiram nesta região.
Os
primeiros Estados foram o Egito e a Suméria, que apareceram
por volta do ano 3000 a.C. A Suméria foi conquistada
por vários povos indo-europeus do norte e o resultado foi o
nascimento do Império Babilônio. Por volta do ano 1000 a.C.,
novas ondas de invasores criaram novos reinos na Fenícia,
em Israel e em outras áreas. No século VI a.C., os
persas conquistaram todo o Oriente Próximo.
No
início do século X, o Oriente Próximo foi invadido pelos
turcos, que adotaram a fé e a cultura muçulmanas. O Império
Otomano consolidou-se mediante a conquista de territórios
bizantinos da Ásia e da Europa. A partir do século XVI, os
grandes impérios muçulmanos entraram em decadência.
Alguns governantes otomanos do século XIX tentaram
ocidentalizar o seu exército e a sua administração.
Em
1882, o Egito caiu sob domínio britânico. Paralelamente, a
Grã-Bretanha e a Rússia lutavam pelo controle do Irã.
Depois da I Guerra Mundial, a França conquistou a Síria,
enquanto a Palestina e o Iraque ficaram sob controle britânico.
Durante as décadas de 1930 e 1940, a maioria dos países árabes
tornaram-se independentes. Em 1948, os judeus declararam a
independência de Israel. Os estados árabes atacaram o
Estado recém-criado, mas não tiveram êxito e a maioria
dos habitantes árabes palestinos fugiu para outros países
vizinhos. Quatro décadas mais tarde, e depois de muitas
guerras, o problema palestino continuava sem solução. A
partir da década de 1980, os conflitos foram em grande
parte determinados pela proclamação da República Islâmica
do Irã (1979), que impôs um regime de integração islâmica.
A intervenção de Israel e da Síria no Líbano, uma guerra
brutal entre o Irã e o Iraque (1980-1988) e a guerra do
Golfo Pérsico são os acontecimentos de maior destaque.
Ressurgiram os grupos islamitas ou fundamentalistas islâmicos.
As nações industrializadas continuaram dependendo, em
grande parte, do petróleo do Oriente Próximo, o que deu à
região um papel primordial na economia mundial. Em
1993, Yitzhak Rabin e Yasser Arafat assinaram um acordo de
paz, que facilitou o auto-governo limitado palestino na
Cisjordânia e na Faixa de Gaza. E a história continua ...
Para entender
melhor:
O Conflito em Família no Oriente Médio
Bibliografia:
Enciclopédia Microsoft Encarta 99
e Sites da Internet.
Elaboração:
Dc. Antonio Cruz / MIBE
Atenção:
Note que a matéria exposta aqui sobre Israel é fruto de pesquisa de
enciclopédias e sites da internet, portanto, querendo aprofundar corretamente no
assunto sobre Israel, sempre leia a Bíblia Sagrada, frequente a Escola Bíblica
Dominical, Seminários e
os sites, Maos.Israel:
www.maozisrael.com.br e Beth-Shalom:
www.beth-shalom.com.br

|